Periodontite: o que é e sintomas.

 

 

Quais são suas causas?

 

A periodontite é uma evolução da gengivite. Mas somente o tártaro não é suficiente para desenvolver um quadro de periodontite mais grave. É necessário que bactérias específicas da periodontite estejam presentes e liberem toxinas específicas, aumentando a resposta inflamatória e levando à perda de sustentação.

Além disso, fatores como predisposição genética, diabetes e tabagismo podem determinar a progressão e a gravidade do quadro.

 

Periodontite crônica x agressiva

 

Crônica

 

A periodontite crônica é a forma mais comum do problema. Nela, a destruição dos tecidos de suporte está relacionada com uma quantidade compatível de fatores locais, como tártaro acima ou abaixo da gengiva.

Esse tipo tem progressão lenta e possui períodos de exacerbação e remissão.

A periodontite crônica é classificada como local ou generalizada e pode estar relacionada com fatores sistêmicos, como diabetes, tabagismo, infecção por HIVou estresse, por exemplo.

 

Agressiva

 

A periodontite agressiva ocorre em pacientes saudáveis e sem comprometimento sistêmico quando os fatores locais (quantidade de placa e/ou tártaro) não condizem com o tamanho da destruição, visto que a progressão é muito rápida.

É estudada a possibilidade de um padrão de resposta imune diferenciado.

Este tipo pode ser dividido em localizado e generalizado.

O primeiro geralmente tem inicio entre 11 e 13 anos de idade, além de tendência familiar. A perda de sustentação ocorre normalmente nos primeiros molares e incisivos e um ou dois dentes além.

Já o segundo costuma ocorrer em pacientes com menos de 30 anos e há perda de sustentação em pelo menos 3 dentes que não sejam os primeiros molares e incisivos. A presença de placa e inflamação gengival pode ser maior que na localizada.

 

Ulcerativa necrosante

 

Tipo grave, que possui ação rápida e compromete o osso e ligamento alveolar. Presente nos casos de fumantes, portadores de HIV e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas.

 

Fatores de risco

 

O principal fator de risco é o acúmulo de placa bacteriana nos dentes devido à falta de higiene adequada. Outras razões que também influenciam no desenvolvimento da doença são:

 

  • Predisposição genética
  • Fumo
  • Diabetes
  • Uso de determinados medicamentos, como antidepressivos
  • Alterações hormonais
  • Desnutrição
  • Fatores psicossociais, como depressão e ansiedade
  • Outras condições sistêmicas
  • Desordens genéticas

 

Sintomas de periodontite

 

Como o problema pode estar associada à gengivite, podemos observar alguns sinais em comum. Veja os principais sintomas da periodontite:

 

  • Sangramento gengival espontâneo na escovação, alimentação ou com o uso do fio dental
  • Gengivas inchadas, brilhantes, avermelhadas e doloridas
  • Mau hálito constante
  • Presença de pus no espaço gengival próximo ao dente
  • Dentes com mobilidade

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico visa determinar o estado do dano da doença e suas causas. Ele normalmente engloba:

 

  • Anamnese: consiste em uma conversa para saber a história prévia e atual do paciente e de seus familiares, além de há quanto tempo os sintomas surgiram e como começaram.
  • Exame clínico: visa detectar a presença de características clínicas que demonstrem perda de inserção óssea.
  • Radiografia: serve para avaliar o nível de perda óssea.

 

Qual profissional procurar?

 

É importante realizar consultas periódicas com cirurgião-dentista ou periodontista de confiança, para que seja verificada qualquer alteração no periodonto e indicado o melhor tratamento a ser realizado.

Quanto mais se segue a frequência recomendada pelo seu dentista, evita-se que o problema chegue em um nível de perda óssea exagerada e mobilidade dentária.

 

Periodontite tem cura?

 

A periodontite tem controle da progressão, por isso o tratamento consiste em acompanhamento frequente. Como muitas vezes, há fatores hereditários e ou sistêmicos envolvidos, assim não há cura, apenas controle.

 

Como prevenir?

 

A melhor maneira de evitar o desenvolvimento da periodontite é manter uma boa higiene bucal diariamente, com escovação após as refeições, ao acordar e antes de dormir.

O uso do fio dental também é imprescindível para limpar as regiões nas quais a escova não alcança. Nos casos em que os dentes são separados, o uso de escovas interproximais é recomendado.

Consultas periódicas ao cirurgião-dentista são necessárias para controle e intervenção precoce, a fim de evitar a evolução da doença e suas complicações.

 

Fonte: https://www.ativosaude.com/saude/periodontite/

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